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Corpo localizado sem a cabeça é identificado, vítima era morador de Juína

Divulgação
A Perícia Oficial e Identificação Técnica (POLITEC) de Juína, MT, identificou nesta terça-feira, 3 de março, o homem que foi encontrado pela polícia miltiar, sem a cabeça, às margens da MT-170 no último sábado (28-02), próximo da cidade de Brasnorte.
 
Segundo o gerente regional da Politec, Eduardo Santos da Silva, o cadáver ficou armazenado na câmara fria até esta terça-feira quando apareceu uma senhora dizendo que seria a mãe dele, apresentou a certidão de nascimento e junto com as digitais que foram colhidas pela papiloscopista da Politec, em confronto, foi comprovado que se tratava do filho dela, Alex Sandro Silva Lopes, conhecido como “Suquinho”.
 
“Através da coleta das digitais e o confronto com a do prontuário civil foi possível identificar o cadáver, que logo após foi entregue a família para o funeral. A família de início não reconheceu o corpo da vítima, que só foi identificado com o confronto das digitais”, explicou.
 
Ainda não se sabe como e nem quando a vítima foi morta e tudo indica que o local tenha servido apenas como desova do corpo e não há informações sobre os possíveis autores do crime.
 
“O corpo foi encontrado na beira da estrada e até o momento não foi encontrado a cabeça da vítima, o que deu a entender que o local em que foi encontrado foi usado somente para desovar o corpo”, finalizou o perito criminal Eduardo.
 
Segundo o que a reportagem apurou, Alex Sandro trabalhava numa fazenda próximo de Brasnorte e assinava um documento com frequência no fórum de Juína e num desses retornos ele não compareceu na cidade.
 
Não havia nenhum sinal de violência pelo corpo da vítima.
 
O crime está sendo investigado pela polícia civil de Brasnorte.
 
Condenação
 
Alex Sandro Silva Lopes, participou juntamente com Fabio de Oliveira e Fábio Sales, de um latrocínio cometido contra o taxista juinense, Cícero Pereira, em Julho de 2011, onde foram julgados e condenados pela justiça do município.
 
Na época Alex Sandro usava um nome falso, se identificou como Equinaldo Pereira da mota, e junto com os dois comparsas confessaram com riquezas de detalhes como mataram Cícero.
 
Após a prisão dos três acusados as polícias de Juína receberam a informação que o corpo de Cícero estaria em uma estrada vicinal a 400 metros da MT-170, e que a arma utilizada no crime estaria na casa de um dos acusados.
 
O corpo de Cícero foi localizado ainda na quarta-feira do dia 13 de julho de 2011 por volta das 23h, e sepultado na tarde do dia seguinte.
 
O crime chocou a cidade de Juína pela crueldade que foi feita com o taxista, causando uma grande tristeza e comoção.
 
Fabio de Oliveira foi condenado a 22 anos de prisão, Fabio Sales, 21 anos e 6 meses e Alex Sandro a 22 anos.
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    Data
    04/03/2020
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