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História da trajetória de Ivani Cardoso Dalla Vale no município de Juína.

Divulgação

Ivani Cardoso Dalla Vale morava no Rio Grande Do Sul, ela se casou no estado de Santa Catarina e depois foi para Colorado do Oeste em Rondônia.  Seu cunhado, que também morava em Colorado do Oeste, tinha uma madeireira e disse para Ivani e o marido dela que eles deviam procurar um lugar para se estabelecer, Espigão do Oeste e Juína eram os dois municípios que estavam começando a se desenvolver. Ela se mudou para Juína no ano de 1979, se apaixonou pelo município assim que chegou.

Quando Ivani chegou com a família, a idéia era abrir uma madeireira em Juína, eles foram direto para Fontanillas, Ivani conta que quando chegou e viu o Rio Juruena, ela não teve dúvidas de que era aqui que ela queria ficar.

Ivani sempre teve um espírito desbravador, apesar de todas as dificuldades de um município que estava começando a se desenvolver, ela diz que a vida era muito intensa. Ivani nunca se arrependeu de ter vindo para Juína, ela diz que valeu e vale a pena viver aqui.

Ela relata que naquela época a madeira era muito abundante no município, pois o projeto de Juína foi elaborado dentro de uma mata, ela e a família instalaram a madeireira no Setor Industrial, eles serravam Mogno e cerejeira, também serravam madeiras brancas, mas elas eram pouco aproveitadas.

Ivani conta que quando chegou havia aproximadamente 5 mil habitantes no município, mas que todos os dias chegavam novas pessoas com suas mudanças para abrir os lotes que a CODEMAT tinha vendido.

No ano de 1980, um professor chegou para administrar a escola Dr. Guilherme Freitas De Abreu Lima, ele procurou Ivani, pois na época não haviam professores formados e ela tinha o segundo grau completo e era técnica em economia doméstica. Muitas crianças estavam chegando com suas famílias em Juína, Ivani aceitou o convite e trabalhou na educação por 32 anos, até se aposentar.

Ela diz que no início Juína parecia o velho oeste, com muita poeira, poucos recursos e com pessoas chegando o tempo todo, mas ela estava disposta a enfrentar as dificuldades. Também diz que existia muita solidariedade e amizade, coisa que foi um pouco perdida com o tempo. Todos se ajudavam muito por causa das dificuldades, ela tem saudade daquelas pessoas com quem conviveu em comunhão na época.

Ivani comenta que Juína sempre foi uma cidade festiva, que por todos se conhecem, nenhum aniversário passava em branco, as pessoas se juntavam e ficavam até tarde jogando baralho, tomando cerveja e conversando.

No município tinha um alto-falante onde passavam notícias, como notas de falecimento, e tocavam algumas músicas. A comunicação com as pessoas que não moravam em Juína era feita por rádio amador.

O acesso para outras cidades, em caso de emergência, era feito com aviões de pequeno porte, mas no geral o acesso era só por Vilhena, a estrada era precária e demorava até 8 dias para chegar até Cuiabá, depois foi aberta a MT 170 até Tangará, o que facilitou bastante o transporte, apesar de terem que atravessar o Rio Juruena de balsa.

Ivani relata sobre o nascimento de suas filhas, a primeira no ano de 1980 e a segunda no ano de 1983, ela diz que foi um lindo período de sua vida, apesar das dificuldades enfrentadas.

A pouco mais de 10 anos ela se divorciou de seu ex-marido, mas os dois são amigos, pois têm filhas, netos, uma família em comum, então eles tem um bom relacionamento.

Ivani nunca foi de ficar esperando que os outros fizessem, sempre esteve à frente das coisas, já foi professora, coordenadora pedagógica, diretora e superintendente regional de educação, trabalhou muito, conseguiu formar as duas filhas e é muito feliz pelas conquistas de sua vida.

Ivani também esteve à frente do SESI/SENAI de Juína, trabalhou lá por 17 anos, em paralelo com a educação. Quando saiu da instituição em 1012, ela resolveu entrar na política, seu objetivo era ajudar a população, se candidatou e foi eleita a vereadora, legislou por 4 anos e nos 2 últimos foi presidente da câmara. Ela não se arrepende deste período na política, mas gostaria de ter feito mais. Porém o vereador só tem o poder de legislar, propor e fiscalizar, não tem o poder de resolver as coisas por si só, como muitos pensam.

Ivani diz que é o dever de cada um fazer algo pelo bem comum, ela já se aposentou, mas diz que acredita que tem que fazer algo com os dons que Deus lhe deu, ela coloca esses dons a serviço de instituições, como a Pestalozzi, instituição que ela é colaboradora desde a fundação.

A idéia da fundação da Pestalozzi surgiu na área da casa de Ivani, eles viram que as escolas não estavam dando conta de atender as crianças especiais, então decidiram fundar a instituição. Ela sempre fez parte da diretoria e agora assumiu a presidência da Pestalozzi.

Ivani Cardoso conclama aqueles que já se aposentaram que também assumam alguma instituição que possam ajudar, ela comenta que fora da política é melhor desenvolver esse trabalho, por que não tem aquelas cobranças descabidas.

Ivani diz que as vezes nós escutamos muitas críticas, que elas vem para o nosso crescimento, mas quando não são críticas construtivas elas acabam magoando, afinal, levamos a vida toda para construir um nome e quando se entra na política muitas vezes esse nome é colocado em lugares desprezíveis, por isso não quis mais fazer parte da política.

Ivani comenta sobre a Associação dos Idosos, quando chegou a Juína havia muitos jovens vindo para cá, essa população envelheceu e nós precisamos achar uma forma para que essas pessoas sejam felizes e tenham qualidade de vida até seus últimos dias. O objetivo da associação dos idosos é desenvolver atividades para que essas pessoas se sintam vivas, encontrando seus pares e se integrando à sociedade. Eles não querem segregar os idosos, querem que outras faixas etárias participem dessas atividades também.

Ela diz que quase todo ano viaja para visitar sua família, fica fora no máximo 30 dias e logo quer voltar para Juína, pois aqui é a sua casa. É aqui onde ela tem seus amigos e a possibilidade de fazer a diferença.

Ivani ressalta a importância de cada um que veio para cá. Hoje se tem uma luta muito grande com o instituto de história e memória para resgatar as histórias dos nossos pioneiros, o departamento da cultura está trabalhando nisso, foi feito o concurso para historiador e agora esse sonho do resgate de nossa história está mais próximo. Eles querem contar a trajetória das pessoas que estavam aqui no início de Juína, sua visão e ponto de vista, pessoas essas que contribuíram muito para o desenvolvimento do nosso município.

 Ela conta sobre uma de suas conquista como superintendente da educação, em 1990 foi realizado o primeiro jogo estudantil regional, entre escolas de vários municípios do Mato Grosso. Na abertura do jogo, Ivani subiu no palanque e viu mais de 700 jovens com seus uniformes, todos ali para participar dos jogos, foi um momento muito marcante de sua vida.

Ivani parabeniza o município e todos que contribuíram, contribuem e contribuirão com o crescimento de Juína, ela diz que quem chega aqui se apaixona pelo município e que nossa maior riqueza em Juína é o nosso povo, as diferenças que nós temos e a nossa diversidade cultural.

Confira mais detalhes sobre a trajetória de Ivani Cardoso Dalla Vale no áudio abaixo.

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    Metrô FM 87.9
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    Data
    05/06/2019
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    Juína 37 anos
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