public Notícia
Home/ Notícia
public Notícia

Sindicalistas presos alegam que estavam em reunião para discutir Greve Geral contra Reforma da Previdência

REPRODUÇÃO

O Sindicato dos Trabalhadores dos Correios (Sintect) se manifestou sobre a prisão de seis integrantes, entre eles o presidente Edmar dos Santos Leite, de 34 anos, e o diretor Everaldo Nunes de Souza, de 41 anos, na noite deste domingo (2), na rua Doutor Carlos Borralho, no bairro Poção, em Cuiabá, por perturbação do sossego alheio. Conforme nota enviada à imprensa, os sindicalistas estariam em uma reunião para discutir a Greve Geral contra a Reforma da Previdência proposta pelo Governo Federal e, logo após, teriam feito um churrasco, quando foram surpreendidos pela Polícia Militar.

Conforme a nota, os militares teriam invadido a sede do Sindicato, acompanhado de um advogado.  “O argumento de que se tratava de uma reclamação de som alto de um casal de vizinhos que ainda mente dizendo que foram ameaçados por quem estava sendo espancado pela Polícia, só escancara que a intenção da repressão do Estado era atacar um Sindicato de trabalhadores”, diz trecho da nota.
 
Consta no boletim de ocorrência que os militares foram agredidos pelos sindicalistas. O Sintec, porém, afirma que os policiais saíram sem nenhum arranhão. Acrescenta também que a situação teria acontecido por volta das 20 horas, portanto fora do horário da Lei do Silêncio. Além disso, o Sindicato afirma que os militares teriam levado vários documentos para a construção da Greve Geral, prevista para ocorrer no dia 14 deste mês.
 
Ainda conforme a nota, o Sintect irá formalizar uma denúncia na Corregedoria da Polícia Militar e nos demais órgãos competentes.
 
Versão da PM
 
Consta do boletim de ocorrência que a Polícia Militar foi acionada por volta das 22h50, para averiguar uma situação de som alto no Sintect. Os militares conversaram com os responsáveis pela festa, que abaixaram o som. No entanto, logo depois que a viatura foi embora, os organizadores aumentaram o som alto novamente e a PM retornou ao local por volta da meia-noite, depois de ser acionada por vizinhos.
 
Na ocasião, os policiais conversaram por cerca de dez minutos com os responsáveis, mas assim que eles deixaram o local, eles voltaram a aumentar o volume do som. Os vizinhos, que teriam supostamente acionado a Polícia, ainda foram ameaçados pelos frequentados da festa. “Nós estamos aqui somente de passagem, mas vocês estão fixos no local e são fáceis de serem encontrados”, descreve o BO.
 
Além do som alto, os suspeitos gritavam a todo o momento. Os moradores teriam gravado um vídeo e, acionados PM pela terceira vez. Com isso, foram encaminhadas ao local, três viaturas. Os policiais pediram para que os suspeitos saíssem do Sindicato, para que fossem conduzidos à Central de Flagrantes, mas todos resistiram às ordens, proferiram palavras de baixo calão e ameaças aos militares.
 
Com isso, os policiais pularam as grades do Sindicato e deram voz de prisão aos suspeitos, que resistiram. Alguns militares foram agredidos, inclusive um ainda tomou um golpe chamado Chave de Braço. Os suspeitos ainda teriam tentado tomar a arma de um militar. Para conter os suspeitos, os policiais deram um disparo de arma de fogo e usaram spray de pimenta.
 
Equipes da Polícia Civil e a Rotam também foram acionadas para dar apoio na ocorrência e todos os suspeitos foram encaminhados à Central de Flagrantes para as devidas providências. Dois suspeitos tiveram que receber atendimento médico. O caso será apurado.
 
Veja nota na íntegra do Sintect:
 
No último domingo (02/06), a direção do Sindicato dos Trabalhadores nos Correios no Mato Grosso se reuniu para organizar a participação da categoria na Greve Geral do dia 14 de junho contra a reforma da Previdência, as privatizações e o conjunto dos ataques do governo Bolsonaro.

Após a reunião, aconteceu uma confraternização e com o falso pretexto de receber denúncia de som alto, pois desde a primeira vez que as viaturas chegaram o som já estava baixo e o volume foi diminuído ainda mais, a Polícia invadiu o Sindicato.

A intenção de atacar um Sindicato que está na luta em defesa dos trabalhadores ficou escancarada: a Polícia se dirigiu até o Sindicato por três vezes, na terceira vez pulou o muro, invadiu a sede, levou vários documentos que tratavam da greve geral e para tentar impedir que sua ação fosse registrada, espancou vários trabalhadores, atirou com arma letal e prendeu seis trabalhadores que em sua maioria são parte da direção do Sindicato.

O argumento de que se tratava de uma reclamação de som alto de um casal de vizinhos que ainda mente dizendo que foram ameaçados por quem estava sendo espancado pela Polícia, só escancara que a intenção da repressão do Estado era atacar um Sindicato de trabalhadores.

É a mesma Polícia que pelo Brasil afora avança no ataque à vida dos mais pobres nas periferias e que a cada dia tenta avançar na repressão contra as Organizações de Luta da classe trabalhadora que estão no firme combate a política do governo Bolsonaro que já admitiu que odeia pobres e quer exterminar os direitos dos trabalhadores.

O Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Mato Grosso que faz parte da Intersindical- Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora, é um dos principais Sindicatos no estado que está na linha de frente da luta contra as privatizações que começa pelos Correios e a reforma da Previdência que o governo Bolsonaro tenta impor.

A ação do Polícia Militar está a serviço dos interesses daqueles que querem a privatização e a reforma da Previdência, o que vai significar a retirada de direitos, mais arrocho salarial e desemprego para os trabalhadores e mais lucros para o grande Capital.

Não nos calarão, a luta contra as privatizações e a reforma da Previdência continua e se amplia: além de denunciar na Corregedoria e demais órgãos competentes a ação completamente ilegal da Polícia de invadir um Sindicato, espancar e prender trabalhadores, nossa principal resposta é o fortalecimento da luta tanto nos Correios, como em conjunto com a classe trabalhadora contra os ataques desse governo que quer semear a violência e a morte para os trabalhadores para colher cada vez mais lucros para o Capital.

EM DEFESA DOS DIREITOS E DAS ORGANIZAÇÕES DE LUTA DOS TRABALHADORES A LUTA SEGUE E SE AMPLIA

DIA 14 DE JUNHO É GREVE GERAL CONTRA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA, AS PRIVATIZAÇÕES, EM DEFESA DOS DIREITOS E DA VIDA DA CLASSE TRABALHADORA

  • message
    Postado por
    Metrô FM 87.9
  • today
    Data
    03/06/2019
  • folder
    Categoria
    Locais/Regionais
  • code
    Feito por
    Sistema Plug
Copyright © 2021 Sistema Plug Todos os direitos reservados
Desenvolvimento Web Plug | J.S
Copyright © 2021 | Sistema Plug
Desenvolvido | Web Plug